Metade da minha vida na academia

20 de dezembro de 2016 - terça-feira - 15:54h   •   Categoria(s): Cotidiano, Lia, Textos

Hoje, em 20 de dezembro de 2016, eu posso dizer que frequentei academia durante metade da minha vida.

Foi no dia 10 de fevereiro de 1999, com 6.523 dias de idade, que eu fiz meu primeiro treino de musculação. E mais 6.523 dias se passaram até hoje. Isso dá uns 17 anos e 10 meses, aproximadamente.
Fiz até os cálculos no Excel, ó!

Nessa metade mais recente da minha vida, eu fui à academia com uma frequência de 3 a 4 vezes por semana. Parei oficialmente em duas ocasiões:
- durante 2 meses em meados de 2008 – porque meu plano tinha vencido, eu tinha um TCC a finalizar e pretendia trocar de academia;
- durante 2 semanas agora em setembro/2016 – porque eu fui morar em outro bairro e ainda estava me adaptando ao novo lar.

Excetuando-se essas duas ocasiões, eu nunca me ausentei (por sem-vergonhice, preguiça, viagem, etc.) por mais de 1 mês. Então acho que podemos considerar esse tempo como sendo “contínuo”, né?

 
Orgulho vs. aceitação

É, eu tenho que confessar que ter me mantido na academia durante esses longos anos é algo do qual eu, no fundo, me orgulho muito. Uma das resoluções de ano novo mais comuns – e que mais falham – é justamente a promessa frequentar academia ou fazer atividade física, mas nesses 17-quase-18 anos grazadels eu nunca precisei prometer algo desse tipo.

No entanto, fazer academia já deixou de ser, há muuuuito tempo, algo que me empolga. Tornou-se parte do meu cotidiano. É hábito, exatamente como tomar banho: não gosto muito, mas dizem que é necessário e benéfico, e escolher não fazê-lo pode me trazer consequências ruins. Então eu aceitei pagar o preço. Na vida, muitas coisas se resumem a aceitar as consequências das suas escolhas, não?

 
E se…?

O problema é: com o peso de todo esse tempo nas costas, frequentemente eu fico imaginando se o preço foi justo. Como seria meu corpo ou minha saúde se eu tivesse passado os últimos 17 anos sendo sedentária? Será que seria tão diferente assim? Será que esses 17 anos fizeram tanta diferença? Será que valeu mesmo a pena todo esforço?

Meu corpo definitivamente não é nada parecido com o dessas musas fitness perfeitas que a gente vê por aí. Cheguei a uma variação de 10 kg (43 kg em 1999, 53 kg em 2012, atualmente com 47~48 kg), mas nunca consegui sair do status de magrela.

Talvez na minha realidade alternativa eu fosse mais molenga, com um percentual de gordura maior. Mas talvez minhas articulações estivessem mais preservadas por não terem sofrido o esforço de levantar tanto peso. Acho que a única certeza que eu tenho é que a minha saúde estaria pior, mas não consigo dizer em detalhes o que exatamente estaria pior.

Meu pai me falou uma vez algo do tipo “Um corpo tem que ter saúde para ficar levantando peso com a frequência com que você o faz”. É, acho que vou concordar com ele, rs. Ou seja, talvez tenha valido a pena.

 
Disciplina

Como eu consegui me manter na academia por tanto tempo?
Confesso que não sei. Com certeza eu comecei por motivos estéticos (quem não, quando se está na pós-adolescência?), e foi isso que me manteve por alguns anos. Mas aos poucos, quando percebi que nunca ia ser uma gostosona bombadona, eu continuei frequentando porque já fazia parte do meu dia a dia.

Um belo dia, eu cheguei num ponto em que não fazia mais sentido parar. Eu já tinha ido longe demais, investido tempo e dinheiro demais, e não tinha realmente um argumento sólido que me convencesse a parar.

 
Daqui pra frente

A partir de amanhã, a ideia de que eu tenho frequentado academia por mais da metade da minha vida só me faz ter cada vez menos coragem de desistir.

Outro motivo, e esse é mais forte ainda, é a saúde no futuro. Quando olho em volta, vejo muita gente que poderia tratar suas doenças simplesmente se alimentando melhor e mexendo o corpo um pouco mais. Também vejo muitos velhinhos que não têm força para subir uma escada, às vezes nem para sair de um carro ou levantar de uma cadeira. Não quero isso para mim.

Fazer musculação 4 vezes por semana e ter uma alimentação boa, sem neuras, não é nenhum esforço hercúleo. Mas vai fazer cada vez mais diferença conforme os próximos anos forem vindo.

 
Incentivo?

Na verdade, escrevi este post mais para comemorar a data, para tirar as traças do blog e para compartilhar a minha reflexão. Já faz algum tempo que eu tenho me esforçado para evitar ser aquela pessoa chata que fica pentelhando os outros dizendo que têm que fazer isso ou aquilo. Eu faço o que acho melhor para mim e deixo cada um saber de si.

Maaaasss, de qualquer maneira, vou ficar contente se esse texto atingir o coração de alguém. Todo dia é um bom dia para começarmos a escrever um futuro diferente para nós mesmos. Não importa se é ano novo ou se é meio do ano, não importa se é segunda ou quinta-feira, não importa quantas vezes falhamos. Bora tentar mais uma vez? =)

Mural da Luta Contra a Procrastinação e blablablá

25 de maio de 2015 - segunda-feira - 22:09h   •   Categoria(s): Cotidiano

Mural da Luta Contra a Procrastinação e o Aumento da Fila de Livros Não Lidos.
Esse é o nome completo da coisa, que ia ficar grande demais no título do post, hahahaha!

Não sei quem acompanha o instagram do meu outro blog, o Verbo: ler, mas no dia 20/04/15 eu postei a foto do começo desse “projeto” do nome gigantesco aí.

Vamos às explicações:

O que é?
É uma folha de sulfite contendo um “mural” de 30 quadrados e uma lista com nome de 8 livros.

Como funciona?
Nos dias em que eu conseguir ficar sem entrar nas redes sociais (Facebook, Twitter e Instagram) pelo desktop até as 18:00h, eu posso fazer um desenho em um dos quadrados.
Quando eu completar 30 dias nessas condições, eu posso comprar um livro dessa lista.

Por que você inventou essa bagaça?
Por 2 motivos:
1. Porque a minha chefe é legal demais e não fica me proibindo de acessar redes sociais enquanto trabalho. O problema é que isso prejudica a minha produtividade, e os prazos de entrega não são bonzinhos como a minha chefe.
2. Porque, como acontece desde os tempos imemoriais, eu estou sempre lutando pra diminuir (ou pelo menos não deixar explodir) o tamanho da minha lendária fila de livros não lidos.

Mas você pode entrar nas redes sociais pelo celular?
Sim, posso. Acontece que eu acho um pé no saco navegar pelo celular. Digitar, então, mais pé no saco ainda. Então minha paciência se esgota rápido e eu acabo não perdendo tantas horas nas redes sociais. Esse é o ponto: eu não me privo totalmente da necessidade de dar uma olhadinha, mas dificulto imensamente o processo.

E tem dado certo?
SIM!!
Hoje eu completei os 30 dias. Taí o resultado:

Mas o mural não está completo. Vários quadrados estão sem desenho.
Pois é. Apesar de ter marcado os dias em que cumpri a regra de não acessar, eu não tenho tido muito tempo pra desenhar.

Qual livro você vai comprar?
Ainda não sei. Como a minha fila não anda baixando (porque eu estive lendo alguns livros de parceria), acho que vou esperar mais um pouco. Talvez eu compre algo só depois que completar os desenhos. Talvez eu acrescente uma outra regra: além dos 30 dias, a fila deve baixar em 2 unidades. Sei lá.
Mas o bom é sentir que você conseguiu cumprir um desafio e que tem a permissão “moral” de comprar um livro.

E daqui pra frente, como vai ser?
Acho que vou fazer mais um mural de 30 dias. Hábito é uma coisa incrivelmente moldável, então eu vou manter mais murais até eu perder a necessidade psicológica de ficar entrando nas redes sociais pelo desktop. Esses desafios com trocas funcionam absurdamente bem comigo. Tem uma outra história de sucesso (hahaha!) aqui.

E abaixo, imagens maiores de alguns desenhos:

Preciso de um livro desse.

Garfildo quando você fala alguma coisa idiota.

Releitura de A Persistência da Memória, de Salvador Dalí, 1931

Uma obra cubista que eu vi na internet, mas não tenho certeza se é do Picasso. Alguém manja?
Editado: meu primo, Victor Fugita, descobriu: Portrait de Pablo Picasso, de Dora Maar, 1938. Aqui.

The Rolling Stones

Releitura do affiche Tournée du Chat Noir, de Théophile-Alexandre Steinlen, 1896

Cookie Monster

Super Minion

Quem leu?

Little Mike

O tal do novo capacete

Releitura da escultura Ours Blanc, de François Pompon, 1921(?)

Devendo post sobre a viagem

25 de maio de 2015 - segunda-feira - 19:19h   •   Categoria(s): Cotidiano, Viagens

Ai, é meio triste e chato quando você anuncia uma coisa, diz que vai fazer, as pessoas ficam na expectativa, e depois você não cumpre com a promessa.
Sei que preciso escrever sobre a minha viagem de férias. Bom, acho que vocês já sabem que eu fui pra Paris, né?

Eu não estou conseguindo postar porque, desde que eu voltei, ando afogada no trabalho, com pouquíssimo tempo de folga (e isso inclui os fins de semana).
Mas pensei em postar por assunto, aos poucos, ao invés de postar sobre tudo de uma vez.

Bom, vamos ver. Só que agora eu tenho um outro assunto pra tratar aqui, hehe.

Viagem

28 de março de 2015 - sábado - 23:34h   •   Categoria(s): Viagens

Bom, tudo bem que, mesmo eu voltando a postar, não tenho atualizado o blog com tanta frequência assim, então não vai fazer muita diferença.
Mas eu tô indo viajar amanhã e volto no dia 11/04.
Aí depois vai ter post bagaraio sobre a viagem, porque nem todo mundo me tem no Facebook, e eu vou querer mostrar fotos, rs.
Nesse meio tempo, SE tiver wifi de graça, vai dar pra me acompanhar pelos posts no instagram, tanto o @liafugita quanto o @verbo_ler_ (sim, porque as fotos referentes a livros serão postadas lá).

Até a volta! Não se esqueçam de escovar os dentes depois das refeições e antes de dormir. =D

Chá verde de toranja e limão

24 de março de 2015 - terça-feira - 11:14h   •   Categoria(s): Recomendações... ou não!

Eu já disse pra vocês que sou aloka da toranja? Um dia eu conto melhor essa história (me cobrem!), mas, só pra resumir, sempre que eu vejo alguma coisa com esse sabor, eu preciso experimentar. Se tudo der certo, eu passo a consumir regularmente, rsrs.

E então, eu encontrei outro dia, no supermercado, um chá verde aromatizado com sabor toranja e limão amarelo.

Achei ótimo por cada saquinho vir embalado individualmente. Bom, gasta mais papel, mas, além de [supostamente] ser mais higiênico, fica mais fácil pra dar de presente pro namorado, hahaha! (Dei 3 saquinhos pra ele e a sogra experimentarem.)

A parte útil da embalagem de papel é que ela serve como puxador do saquinho depois.

O vapor que sai do chá quente tem um cheiro de toranja delicioso! O gosto é bom, normal. Pra mim, tanto fez tomar quente ou gelado, adoçado ou não. Gostei de todos os jeitos. =)