Posts de março de 2010

Meu nome é Lia

16 de março de 2010 - terça-feira - 21:04h   •   Categoria(s): Lia

Meu nome é Lia. E mais nada. Não é apelido. E também não tenho nenhum outro nome, nem “brasileiro” nem japonês.

Quem escolheu foi minha mãe, num momento de urgência, haha!
Eu tinha acabado de nascer, e meu ojichan tava chegando do interior, com 2 nomes japoneses na mão. Fuyuko ou Yumeko da vida.
Pensando rápido, ela juntou as letras em comum que ela e meu pai têm nos nomes, L + I… e como era menina, A no final: Lia. Um nome diferente, e simples. “E só! Nada de nome japonês! Registra logo!”, disse a minha mãe, delicadamente ¬¬ pro meu pai.

Eu tinha possibilidade de ter me chamado Renata. Na época em que meus pais namoravam, eles comentavam sobre nomes que poderiam pôr nos filhos. Meu pai tinha sugerido Renata, mas minha mãe (provavelmente do mesmo modo delicado ¬¬) disse que Renata Fugita ia ficar muito “ta-ta”. Fora que os avós, com o sotaque japa, iam me chamar de レナッタ. A palavra final deve ter sido do meu pai: “Hai…”

Uma coincidência foi que na hora do parto, o doutor tava cantando uma das músicas tema da novela Baila Comigo, que passava na época, e tinha uma personagem chamada Lia, interpretada pela Christiane Torloni. Eu achava que era por causa dessa personagem que minha mãe tinha escolhido meu nome, mas ela corrigiu a história quando eu perguntei pra ela.

Enfim, eu gosto muito do meu nome, por ser simples e incomum. Tem gente que ainda consegue me chamar de “Li”, o que eu adoro!
Quanto a não ter nome japonês, eu nunca encanei com isso. Não acho que eu perco a minha identidade nikkei por causa disso, não…

Twinings Of London

15 de março de 2010 - segunda-feira - 20:11h   •   Categoria(s): Recomendações... ou não!, heijitsu random posts

Eu sempre gostei muito de chá. Eu me lembro que na adolescência, eu consumia a rodo aqueles chás da Parmalat, nas caixinhas de tetrapak.
Outro dia, eu tava no supermercado, olhando a prateleira de chás, pra ver o que tinha de legal. Vi uma caixa de metal, linda, que me chamou a atenção.
Confesso que comprei o chá porque era bonito, e porque estavam escritas as palavras “London” e “English breakfast” na caixa.
Aí depois eu fui pesquisar…
Era “somente” a marca Twinings Of London.
Segundo a embalagem, é um blend tradicional de chás pretos, criando um sabor rico e satisfatório. Rs…
Só a “porcelana” não é muito adequada, hehe.
Como se trata de chá preto, é um pouco amargo, com o gosto um pouquinho forte. Confesso que esse tipo de chá não é dos meus preferidos.
Mas vale a chiqueteza, rsrs.

EXILE / ふたつの唇

14 de março de 2010 - domingo - 19:32h   •   Categoria(s): Cultura japonesa, Japão

ふたつの唇 (futatsu no kuchibiru) [futátsu no kutibiru] é o 32º single do EXILE, lançado em 11 de novembro de 2009.

Depois de limpar a baba escorrendo pelo canto da boca, segue a minha avaliação:
Música agradável, gostosa de escutar, envolvente, como o EXILE de sempre. Clipe muito legal, com imagens muito bonitas e cenas bem forçadas. Os meninos lindos como sempre. A voz do Atsushi fazendo minhas pernas bambearem, como sempre. Takahiro causando Adolescente Mode ON em mim, como sempre.
Enfim, perfeitos. ♥

DVD EXILE – The Monster Live Tour 2009

7 de março de 2010 - domingo - 20:01h   •   Categoria(s): Cultura japonesa, Japão

No fim do ano passado, alguns colegas japoneses do ジュリオ voltaram pro Japão pra passar lá as festividades. E ele perguntou se alguém queria alguma coisa de lá, mas que fosse algo pequeno e tranquilo pra trazer.
Primeira coisa que eu pensei: DVD da turnê de 2009 do EXILE!!! Hehehe.
Como andou meio difícil de eu e o ジュリオ nos encontrarmos, ele só conseguiu me entregar hoje, no casamento da Sayuri.Legal dos encartes de CD’s e DVD’s japas é que tem as letras das músicas. Não que eu vá ficar manuseando (porque estraga, hahaha), mas é legal mesmo assim, hehehe.
…E tem fotinhos também, huhuhu.
São 2 discos pro show inteiro.
Acho que não preciso dizer pra vocês que passei mal, né?

No canal da avex network tem vários trechinhos desse DVD. Segue o Someday, basiquíssimo.

Comentando Livros #36

3 de março de 2010 - quarta-feira - 21:12h   •   Categoria(s): Comentando Livros, Cultura japonesa, Japão, Nihongo

Título: Womandsword – What Japanese words say about women
Autor: Kittredge Cherry
Ano: 1987
Descrição: Womansword is an insightful look at Japanese words concerning women and what they reveal about the status of women in modern Japan. In a collection of short, lively essays, author Kittredge Cherry considers the connotations, usage, and context of several hundred common words and phrases related to female identity, girlhood, marriage, mothering, working, sex, and aging. These Japanese words offer a new perspective on issues that are central to the lives of women everywhere.
We learn, for instance, that an “intruder wife” is one who snags a husband by cooking for him every night, cleaning up for him, and generally coddling him till he realizes he can’t live without her (but who lets him do the actual proposing); that Barbie didn’t sell well in Japan till she was transformed into a cuter, shorter, less glamorous, younger version; that families with no sons to carry on the family name sometimes “adopt” one by marrying their daughter to a man who agrees to take their name, join their household, and generally adapt to their ways; that “honorable bag” (ofukuro) is an affectionate term a son may use to refer informally to his mother; and that people do not usually greet close relatives — even after a long separation — with a hug, but with a bow.
Womansword is a thought-provoking book that paints a vivid picture of contemporary Japanese women, in all their layered and often contradictory roles.
Escala-Lia:
Comentário: Leram a descrição? Sim, está em inglês porque o livro é em inglês. Mas leiam. Vale a pena. =)
Eu estava zanzando na biblioteca da Fundação Japão quando dei de cara com esse livro e fiquei curiosíssima ao ver do que se tratava. Ele parecia perfeito para quem estava estudando nihongo e conhecia o suficiente da cultura japonesa para que informações superficiais já não fossem mais tão atraentes.
Uma vez um colega do trabalho me disse assim: “Não adianta você aprender um idioma e não querer aprender também sobre a cultura do país, porque o idioma reflete a cultura, na estrutura das palavras, nas expressões que você vai aprender…” Este livro é uma forma de você conhecer como a cultura do povo japonês gerou determinadas palavras relacionadas à mulher, sem precisar estudar o idioma.
O livro não é tão atual, portanto mostra alguns aspectos sociais que já não são tão fortes hoje como eram na época. Mas é uma ótima forma de se ter um overview do que é ser mulher na sociedade japonesa.
A Biblioteca da Fundação Japão fica na Avenida Paulista, 37 – 2º andar – São Paulo. O metrô mais próximo é a estação Brigadeiro, da Linha Verde.