Tag: ‘Economia’

Comentando Livros #39

10 de outubro de 2010 - domingo - 15:30h   •   Categoria(s): Comentando Livros

Título: Freakonomics
Autores: Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner
Ano: 2005
Descrição: Nesse fascinante best-seller (número 1 em todas as listas nos EUA), o economista Steven Levitt e o jornalista Stephen J. Dubner estudam a rotina e os enigmas da vida real – da trapaça à criminalidade, dos esportes à criação dos filhos – com conclusões que viram de cabeça para baixo o senso comum, geralmente usando dados aparentemente inofensivos e fazendo perguntas simples nunca feitas. Daí surge o novo campo de estudo apresentado neste livro: freakonomics. O que liga essas histórias é a crença de que o mundo moderno, aparentemente confuso, complicado e enganoso, não é impenetrável nem indecifrável. Na verdade, quando fazemos as perguntas certas, o mundo é ainda mais interessante do que supomos. É preciso, apenas, uma visão nova. Steven Levitt, por meio de um raciocínio incrivelmente inteligente e objetivo, mostra como é possível ver as coisas de maneira clara nessa barafunda. Os leitores vão tirar deste livro enigmas e histórias para entreter interlocutores em muitas e muitas festas, mas Freakonomics traz mais que isso: ele redefine a maneira como encaramos o mundo.
Escala-Lia:
Comentário: O que é mais perigoso, uma arma ou uma piscina? O que os professores de colégios americanos e os lutadores de sumô têm em comum, em relação a trapaças? Por que traficantes de drogas, tidos como tão ricos, continuam morando com as mães? O que a legalização do aborto nos Estados Unidos no começo dos anos 1970 tem a ver com a queda na criminalidade na década de 1990? Qual a importância real dos pais para o sucesso dos filhos? Como a escolha de um nome para o seu filho (nos EUA) pode determinar o seu destino?
Com estas perguntas, entre outras, e suas respostas, os autores me prendiam neste livro da mesma maneira que um bom suspense consegue fazer. Eu simplesmente tinha dificuldades de pausar a leitura!
Os temas e a maneira como o livro foi escrito (Levitt é o economista, mas Dubner é jornalista) inquietavam minha curiosidade como nenhum outro livro de Economia jamais o fez. E pra quem não gosta ou não tem o mínimo interesse em Economia – na forma “acadêmica” como a conhecemos -, o subtítulo é ótimo: “O lado oculto e inesperado de tudo que nos afeta”.

Comentando Livros #38

22 de agosto de 2010 - domingo - 20:44h   •   Categoria(s): Comentando Livros

Título: O Mistério 2012 – Predições, Profecias e Possibilidades
Autor: Gregg Braden
Ano: 2009
Descrição: O que vai acontecer em 2012? 21 de dezembro de 2012. O calendário maia previu que nesse dia poderá ocorrer o fim da Terra, segundo alguns. De acordo com outros estudos, no entanto, essa data enigmática marcará a transição para uma nova era sociopolítica da humanidade, um passo à frente na nossa evolução. Estamos mesmo chegando ao final dos tempos ou ao encerramento de um ciclo cósmico? Haverá um despertar espiritual da raça humana ou uma transformação física do planeta? Será 2012 o ano do nascimento de um mundo novo ou do Apocalipse?
Escala-Lia:
Comentário: Um pouco depois de assistir o filme 2012, eu resolvi que queria saber, de modo decente, o que era realmente toda essa história de caledário maia, fim do mundo e etc. Fui na livraria, peguei uns 5 ou 6 livros que tinham o número “2012″ na capa e folheei para escolher um. Na verdade, este livro é composto de uma série de textos e ensaios, analisando ou explicando o assunto 2012 sob diversos aspectos, como Política, Misticismo, Economia, Astronomia… Alguns textos são bem interessantes, outros bastante viajantes (”Esse autor inalou todas antes de escrever isso!”), alguns enfadonhos e alguns bem nerds. Vale muito a pena para esclarecer de vez que não tem nada a ver com o filme – apesar da capa ser igual – e que a Terra não vai explodir no dia 21/12/2012.

386 páginas

Moedas japonesas

25 de julho de 2010 - domingo - 18:11h   •   Categoria(s): Cultura japonesa

O yen pode ser simbolizado das seguintes formas:
. kanji: 円 (pronúncia em japonês: “en“)
. símbolo latinizado: ¥
. códigos ISO 4217: JPY e 392

Atualmente, no Japão, são 6 valores de moedas que circulam: 1, 5, 10, 50, 100 e 500 yens.
A imagem abaixo mostra o anverso e o reverso (respectivamente) das moedas japonesas.

O anverso mostra uma figura representativa do Japão, o nome do país no topo (日本国 = Nihon koku = Estado do Japão) e o valor em kanji na base.
O reverso mostra o valor da moeda em números arábicos e o ano de cunhagem.
A exceção é a moeda de 5 yens, em que o nome do país está no reverso e não possui o valor da moeda em números arábicos.

O ano da cunhagem exibido no reverso das moedas são contados de acordo com o Período ou Era do Reinado do Imperador do Japão:

ERA IMPERADOR ANO 1 ÚLTIMO ANO
Meiji Mutsuhito 1868 1912
Taishō Yoshihito 1912 1926
Shōwa Hirohito 1926 1989
Heisei Akihito 1989 -

1 yen
Reverso:
Anverso: muda, árvore jovem. O fato de uma jovem árvore crescer simboliza o dinheiro, que também pode crescer, apesar de ser uma moeda de apenas 1 yen.

5 yens
Reverso:
Anverso: espiga de arroz, engrenagem, água. O arroz é um dos principais itens da alimentação japonesa. “Cinco yens” em japonês (go-en) tem a mesma sonoridade de “destino”, sendo esta a razão para as pessoas guardarem esta moeda para ter boa sorte, além de oferecê-la em templos em santuários durante a prece.

10 yens
Reverso: ramos de pinheiro. O pinheiro é uma árvore considerada divina, representando a constância, vitalidade e longevidade.
Anverso: Templo Byodo-in em Kyoto.
Zoom:

50 yens
Reverso:
Anverso: flores de crisântemo, que representa a Família Imperial do Japão.
Zoom:

100 yens
Reverso:
Anverso: flores de sakura. Não há nada mais japonês do que as flores de sakura, às quais os japoneses adoram observar e admirar durante sua florescência no início da Primavera.
Zoom:

500 yens
Reverso: bambu e laranja mandarina
Anverso: flor Paulownia
Zoom:

Abaixo, as minhas moedas:

De todas as moedas de yen que eu tenho, a mais velha é uma 1円, que eu tinha ganhado antes de ir viajar para o Nihon. O ano de cunhagem dela é 昭和三十年, que se lê Shōwa sanjū-nen, e significa “Ano 30 da Era Shōwa”. Ou seja, 1955!

Hora do Planeta

27 de março de 2010 - sábado - 13:39h   •   Categoria(s): Shuffling

Hoje, dia 27 de março, das 20:30h às 21:30h, acontecerá a Hora do Planeta, onde quem for participar, apagará as luzes durante 1 hora, como forma de demonstrar preocupação com o aquecimento global.

Por que eu tenho que participar dessa baboseira?
Por que eu vou ficar me preocupando com o tal do aquecimento global e deixar de assistir a minha novela? Não posso nem ficar na internet?
E se eu estiver no cinema, o que vai acontecer? Posso ter meu ingresso de volta?
E se eu estiver dentro de uma loja? Vou ser obrigado a ficar no escuro ou à meia luz?

Já faz alguns anos que se vem falando dessa história de meio ambiente, sustentabilidade, de preservação do Planeta. Esse blablablá todo não é novidade.
Mas na minha opinião, isso é coisa pra essa gente nobre, que se diz ser mais esclarecida, espiritualmente mais evoluída… ou para as entidades e empresas que querem pagar de bonitonas, mostrando uma imagem boa, mas que no fundo, se importam mesmo é com o lucro.
Não me venham encher o saco.
Que nem essa história de reciclagem… Tem perda de tempo maior do que ficar separando lixo??? Babaquice total! Põe tudo num lugar só e deixa a minha vida em paz porque eu tenho mais o que fazer! Lixo pra mim deixa de ser problema meu a partir do momento em que ele sai da minha mão e vai para uma lata qualquer. Ou nem isso. Às vezes jogo na rua mesmo, afinal alguém tem que sustentar as famílias desses garis. De qualquer forma, o lixo vai ser recolhido por alguém que provavelmente eu nunca vou conhecer, vai ser transportado de uma maneira que eu tenho até uma vaga ideia e vai para um lugar que eu não tenho a mínima noção de onde possa ser. Lá, nesse lugar, eu nem sei o que vai acontecer com esse lixo, mas de uma coisa eu tenho certeza: ele não voltará a ser problema pra mim.

Pois é, não sei por que toda essa onda de demonstração de preocupação para com o próximo e tal. Se você não se importar com seu próprio umbigo, quem vai se importar? Se você não cuidar de si mesmo, duvido que alguém vá fazê-lo por você.
Por que eu tenho que passar aperto em metrô e ônibus se eu posso muito bem ter um carro que me proporcione conforto?
Por que eu preciso economizar água se eu posso pagar por ela?
Por que eu tenho que recolher o cocô do meu cachorro se existe espaço suficiente em quilômetros de calçada em São Paulo?
Por que eu tenho que me preocupar com a limpeza do assento da privada de um shopping / restaurante / balada se nenhuma mulher faria isso por mim?
E por que eu tenho que me preocupar com o fato de o petróleo acabar daqui a 50 anos se eu nem sei se vou estar viva até lá?

Hora do Planeta… ¬¬  hunf!

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Bom, não deu. Não consegui escrever um texto mais longo. Estava me dando agonia.
Por incrível que pareça, sim, tem gente que pensa da maneira descrita pelo texto acima. E infelizmente não são poucas não. É só parar para observar no dia-a-dia de vocês. Nos pequenos atos e fatos do cotidiano, a gente consegue perceber.

Eu acabei misturando um pouco o assunto da Hora do Planeta com um assunto mais abrangente e genérico, que é o comportamento egoísta das pessoas. Mas cada vez mais eu venho vendo que o grande mal do mundo está no fato de as pessoas só se importarem com as coisas que envolvem seu próprio umbigo. Não deixa de ser diferente quando se fala dos problemas ambientais.
Meu discurso tem esse tom pessimista porque realmente é o que eu vejo nos meus arredores. Não me sinto motivada para demonstrar esperança ou otimismo se, sinceramente falando, eu me sinto um tanto quanto solitária e insuficiente ao imaginar que posso “ajudar a mudar o mundo”.
Mas de algumas coisas eu sei… Eu separo meu lixo em papéis, metais e plásticos. Eu não deixo a torneira da pia aberta enquanto escovo os dentes. Eu tenho a opção de ir pro trabalho de metrô e o faço. E eu sou uma vela bem pequena, que tem a capacidade de acender outras poucas velas. Se eu não posso mudar o mundo, eu posso aconselhar o meu melhor amigo, o meu colega que senta do lado e os meus visitantes por quem eu tenho tanto carinho.

Eu não vou estar em casa hoje às 20:30h. Vou ter que me virar para achar um jeito de contribuir. Depois eu conto o que eu fiz.

Comentando Livros #25

25 de outubro de 2008 - sábado - 12:01h   •   Categoria(s): Comentando Livros

Título: Meninas Normais Vão ao Shopping, Meninas Iradas Vão à Bolsa
Autor: Mara Luquet e Andrea Assef
Ano: 2007
Descrição: Mais do que conhecer o mercado de ações e de investimentos, este livro ensina uma nova forma de pensar sobre dinheiro. Muitas pessoas ainda acreditam que ter um patrimônio é resultado de sorte, casamento ou herança. Pode ser, mas não para uma geração que aprendeu a comprar pneus, degustar vinhos e trocar fraldas, tudo ao mesmo tempo. Sem saber, é provável que você já tenha a maior parte do que precisa para construir sua própria fortuna. Falta tomar uma atitude. Neste livro, as jornalistas e especialistas financeiras Mara Luquet e Andréa Assef mostram como tirar de dentro das sacolas o remorso que você leva para casa. Desvendam os segredos para fazer seu dinheiro render e sua autogratificação crescer.
Escala-Lia:
Comentário: Algumas palavras que eu poderia usar para descrever este livro seriam: dinâmico, didático, jovem, pop e até frívolo. É perfeito para meninas que ganham dinheiro mas acabam gastando-o compulsivamente com bolsas e sapatos em shopping. Mostra o quanto é melhor você segurar um pouco a onda e tentar aplicar uma graninha em investimentos, seja de baixo ou alto risco. Também ensina direitinho alguns conceitos básicos relativos ao mercado financeiro. A nota atribuída é justamente devido ao fato de ser pop demais, dando a impressão de falta de seriedade. Mas é só impressão.