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Como eu estudo kanji?

9 de março de 2011 - quarta-feira - 14:12h   •   Categoria(s): Cotidiano, Cultura japonesa

Já faz um tempinho que eu postei a dica das fichas de kanji, mas outro dia no meu Twitter, não lembro quem, perguntaram como é que eu estudo kanji.
Como o meu método de fazer as fichinhas mudou sutilmente, eu resolvi postar de novo, com alguns outros detalhes.

Acho que antes de mais nada, pra se estudar kanji, alguns “mandamentos” básicos são necessários:
1. Tire de uma vez por todas o seu preconceito contra kanji.
Pensamentos do tipo “Kanji é difícil de decorar” e “São um monte de risquinhos” só vão te levar a um único lugar: você NÃO vai aprender kanji.
2. Não decore. Raciocine.
Kanjis são feitos de radicais, que têm seu significado, e não de “risquinhos” aleatórios. Não decore somente pela pura “arte” de decorar, porque é facinho de esquecer e não conseguir lembrar mais. Use também o raciocínio para identificar o sentido de cada parte que compõe um kanji e ele se fixará mais facilmente na sua memória.
3. Kanji é divertido
E eu infelizmente descobri isso só aos 28 anos.
Estudar kanji se torna extremamente interessante quando você passa a questionar o porquê dos usos e do significado. Isso pode ser visto facilmente nos posts do Pop Kanji, onde pego palavras de origem japonesa comuns aos brasileiros, e destrincho os kanjis que a compõem.

Chega de blablablá. Vamos à parte prática.

Na ordem do dicionário
Eu tenho um jisho que ganhei há mil anos, nem lembro direito de quem. (bem provável que tenha sido da minha falecida obachan)
Nele, os kanjis estão na ordem dos anos escolares, o que eu acho que facilita e mantém a motivação do estudo, por trazer uma dificuldade progressiva.
É por ele que eu me guio para saber quais kanjis estudar.

Leitura do dicionário
Simplesmente leio no dicionário o conteúdo referente ao kanji da vez.

Escrever “mil vezes”
Como eu ainda estou revisando os kanjis de 1ª série, não tenho escrito muito, dado que estes kanjis eu já sei desde muito novinha. Mas quando começar a revisar kanjis dos quais não tenho muita segurança, vou escrever “mil” vezes sim.
Por mais que hoje não seja mais tão comum escrever kanjis à mão devido ao uso do computador, a repetição ainda é uma forma de ajudar a memorizar o kanji.

Jisho.org
Meu amado dicionário online, que eu uso como se fosse água.
Neste caso, ele me auxilia a fazer as tais fichas de kanji.

Fichas de kanji
Na parte da frente das fichas, eu colo o kanji em si.
Na parte de trás, coloco o significado em português, as leituras kun e on, e algumas palavras interessantes onde o kanji é usado.

Para consultar a leitura do kanji, uso a parte de Kanji do Jisho.org. Vamos usar como exemplo o kanji 大.
Eu coloco no campo indicado o kanji de 大.

Aí o site traz uma série de informações sobre o kanji: leituras, significados em diversos idiomas, quantos traços tem, qual a ordem de escrita, radicais etc.

Para consultar as palavras que utilizam o kanji 大, clique no link “Words containing”.

Dentre as diversas palavras exibidas, escolha as que você conhece ou já ouviu falar.

Para fazer minhas fichas, eu uso o Excel mesmo.
E imprimo, recorto e colo nas fichas 3″ x 5″ que são vendidas em qualquer papelaria.

As listas de kanjis por ano escolar podem ser encontradas no site Jakka.

Caso queiram dar uma olhada na versão antiga das minhas fichas, o post foi esse.

BOM ESTUDO!! ^_~

Bienal do Livro – 2010

16 de agosto de 2010 - segunda-feira - 21:46h   •   Categoria(s): Cotidiano

Sábado eu fui na Bienal do Livro que está tendo aqui em São Paulo.

Lia + 60 mil m² de livros = piripaque.

Não, mentira. Até que eu me comportei bem. Fomos eu e a Sayaka. Entramos às 11:00h e saímos de lá às 18:30h. Tirando aproximadamente 1h30 de fila que pegamos para pagar os livros que comprávamos, até que não tá tão ruim ter percorrido 14 ruas de estandes em 6 horas. rs…
Resultado: 11 livros comprados.

Ah, não foi muito, vai! Em se tratando de Lia e talz…

Bom, de cima pra baixo, foram estes os livros:
Carrie, A Estranha – Stephen King: Tinham vários livros do Stephen King em promoção, e a Sayaka #siacabou comprando uns 5. Apesar de eu gostar bastante também do autor, eu fui só de 1, pocketzinho.
A Droga da Obediência – Pedro Bandeira: Quem não teve a pré-adolescência marcada pelas histórias dos Karas? Eu tava faz tempo querendo reler esse livro.
A Droga do Amor – Pedro Bandeira: Cheguei a ler esse também, mas não os seguintes. Aproveitei e comprei todos! rs…
Droga de Americana! – Pedro Bandeira
Pântano de Sangue – Pedro Bandeira
Anjo da Morte – Pedro Bandeira
O Pau – Fernanda Young: A capa é mais chocante que o título, hahaha! Mas lendo a contracapa, achei bem interessante. A Sayaka comprou também.
Comédias Brasileiras de Verão – Luis Fernando Verissimo: acho que li todos os outros coloridinhos dele. Se não tenho, eu pedi emprestado.
Mentes Perigosas – Ana Beatriz B. Silva: Ah, tava lá, do lado, perto dos outros livros que eu tava pegando. Foi junto na leva! rsrs…
A Batalha do Apocalipse – Eduardo Spohr: Já tinha lido a sinopse e achado muito legal. Tava vendendo que nem água.
Dragões de Éter vol. 1 – Raphael Draccon: Último dos livros comprados, Sayaka também comprou. Estávamos esgotadas e nem quisemos pedir autógrafo do autor, que estava lá no estande, hihi.

Foi isso! =)

No Twitter, dos que tentaram adivinhar quantos livros eu tinha comprado, quem chegou mais perto foi a Ludmila, que chutou que eu tinha comprado 12 livros. ^_^

Hora do Planeta

27 de março de 2010 - sábado - 13:39h   •   Categoria(s): Shuffling

Hoje, dia 27 de março, das 20:30h às 21:30h, acontecerá a Hora do Planeta, onde quem for participar, apagará as luzes durante 1 hora, como forma de demonstrar preocupação com o aquecimento global.

Por que eu tenho que participar dessa baboseira?
Por que eu vou ficar me preocupando com o tal do aquecimento global e deixar de assistir a minha novela? Não posso nem ficar na internet?
E se eu estiver no cinema, o que vai acontecer? Posso ter meu ingresso de volta?
E se eu estiver dentro de uma loja? Vou ser obrigado a ficar no escuro ou à meia luz?

Já faz alguns anos que se vem falando dessa história de meio ambiente, sustentabilidade, de preservação do Planeta. Esse blablablá todo não é novidade.
Mas na minha opinião, isso é coisa pra essa gente nobre, que se diz ser mais esclarecida, espiritualmente mais evoluída… ou para as entidades e empresas que querem pagar de bonitonas, mostrando uma imagem boa, mas que no fundo, se importam mesmo é com o lucro.
Não me venham encher o saco.
Que nem essa história de reciclagem… Tem perda de tempo maior do que ficar separando lixo??? Babaquice total! Põe tudo num lugar só e deixa a minha vida em paz porque eu tenho mais o que fazer! Lixo pra mim deixa de ser problema meu a partir do momento em que ele sai da minha mão e vai para uma lata qualquer. Ou nem isso. Às vezes jogo na rua mesmo, afinal alguém tem que sustentar as famílias desses garis. De qualquer forma, o lixo vai ser recolhido por alguém que provavelmente eu nunca vou conhecer, vai ser transportado de uma maneira que eu tenho até uma vaga ideia e vai para um lugar que eu não tenho a mínima noção de onde possa ser. Lá, nesse lugar, eu nem sei o que vai acontecer com esse lixo, mas de uma coisa eu tenho certeza: ele não voltará a ser problema pra mim.

Pois é, não sei por que toda essa onda de demonstração de preocupação para com o próximo e tal. Se você não se importar com seu próprio umbigo, quem vai se importar? Se você não cuidar de si mesmo, duvido que alguém vá fazê-lo por você.
Por que eu tenho que passar aperto em metrô e ônibus se eu posso muito bem ter um carro que me proporcione conforto?
Por que eu preciso economizar água se eu posso pagar por ela?
Por que eu tenho que recolher o cocô do meu cachorro se existe espaço suficiente em quilômetros de calçada em São Paulo?
Por que eu tenho que me preocupar com a limpeza do assento da privada de um shopping / restaurante / balada se nenhuma mulher faria isso por mim?
E por que eu tenho que me preocupar com o fato de o petróleo acabar daqui a 50 anos se eu nem sei se vou estar viva até lá?

Hora do Planeta… ¬¬  hunf!

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Bom, não deu. Não consegui escrever um texto mais longo. Estava me dando agonia.
Por incrível que pareça, sim, tem gente que pensa da maneira descrita pelo texto acima. E infelizmente não são poucas não. É só parar para observar no dia-a-dia de vocês. Nos pequenos atos e fatos do cotidiano, a gente consegue perceber.

Eu acabei misturando um pouco o assunto da Hora do Planeta com um assunto mais abrangente e genérico, que é o comportamento egoísta das pessoas. Mas cada vez mais eu venho vendo que o grande mal do mundo está no fato de as pessoas só se importarem com as coisas que envolvem seu próprio umbigo. Não deixa de ser diferente quando se fala dos problemas ambientais.
Meu discurso tem esse tom pessimista porque realmente é o que eu vejo nos meus arredores. Não me sinto motivada para demonstrar esperança ou otimismo se, sinceramente falando, eu me sinto um tanto quanto solitária e insuficiente ao imaginar que posso “ajudar a mudar o mundo”.
Mas de algumas coisas eu sei… Eu separo meu lixo em papéis, metais e plásticos. Eu não deixo a torneira da pia aberta enquanto escovo os dentes. Eu tenho a opção de ir pro trabalho de metrô e o faço. E eu sou uma vela bem pequena, que tem a capacidade de acender outras poucas velas. Se eu não posso mudar o mundo, eu posso aconselhar o meu melhor amigo, o meu colega que senta do lado e os meus visitantes por quem eu tenho tanto carinho.

Eu não vou estar em casa hoje às 20:30h. Vou ter que me virar para achar um jeito de contribuir. Depois eu conto o que eu fiz.

A Evolução da Educação

22 de fevereiro de 2010 - segunda-feira - 22:23h   •   Categoria(s): Shuffling, Textos

Agora que o oba-oba vucu-vucu do Carnaval passou, acho que posso falar de coisa séria e tentar ser “lida”.
Esse texto eu recebi por email. Não sei quem é o autor. Caso saibam, peço por gentileza me avisar, para eu dar os créditos devidamente.

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A EVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia…
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas..

Leiam relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar R$ 5,00 de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00
( )R$ 40,00
( )R$ 60,00
( )R$ 80,00
( )R$ 100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00. Está certo?
( )SIM
( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00
( )R$ 40,00
( )R$ 60,00
( )R$ 80,00
( )R$ 100,00

7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afrodescendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não
precisa responder)
( )R$ 20,00
( )R$ 40,00
( )R$ 60,00
( )R$ 80,00
( )R$ 100,00

E se um moleque resolve pichar a sala de aula e a professora faz com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.

Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável:
“Todo mundo ‘pensando’ em deixar um planeta melhor para nossos filhos… Quando é que ‘pensarão’ em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”

Passe adiante!
Precisamos começar JÁ!

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o  exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos,  inclusive em respeitar o planeta onde vive…”

Comentando Livros #33

13 de setembro de 2009 - domingo - 11:50h   •   Categoria(s): Comentando Livros

Título: 7 Tipos de Inteligência
Autor:
Thomas Armstrong
Ano:
1993
Descrição:
O especialista americano em educação Thomas Armstrong reavalia, em ‘7 Tipos de Inteligência’, o conceito de inteligência e dá dicas de como aplicá-la no cotidiano. Apresenta a teoria das inteligências múltiplas e mostra como usá-las para desenvolver novas capacidades. Através das inteligências verbal, visual, musical, corporal, lógica, interpessoal e subjetiva, o Dr. Armstrong ensina como aproveitar melhor as possibilidades do cérebro para alcançar sucesso pessoal e profissional. Partindo desses conceitos, o livro apresenta listas de perguntas para determinar quais características são mais ou menos desenvolvidas em cada indivíduo. O Dr. Armstrong inclui, ainda, testes para ajudar na escolha de uma carreira, estratégias para superar dificuldades de aprendizado e muito mais.
Escala-Lia:
Comentário:
Para quem queria conhecimentos teóricos sobre o assunto, esse livro deixou bastante a desejar. A forma como ele aborda e explica cada uma das inteligências é bem superficial. Os exercícios citados também não são muito convincentes, passando a impressão de que não há base científica nenhuma. Para quem quer apenas ter uma leve idéia sobre o assunto, talvez este livro seja adequado por ser bem simples.