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Nome da Lia Khey tatuado em japonês? Ahan…

22 de junho de 2010 - terça-feira - 21:36h   •   Categoria(s): Cultura japonesa

Há uns 2 dias, o @felipe_nasca me mandou o link desta figura.
20100622_001Uma das milhares reportagens que tinham por aí na internet dizia que:

Lia Khey foi a Salvador promover seu ensaio nu para a revista Playboy. A ex-BBB esteve na boate Madrre, na noite deste sábado, 20. Durante a festa, Lia conheceu Lorena Campos, uma baiana que tatuou seu nome em japonês nas costas.

TATUOU O NOME DA LIA EM JAPONÊS NAS COSTAS??!!! QUE PUOHA É ESSA?????
Ok, ok… Muita calma nessa hora. Não é a primeira vez que eu posto sobre tosquices que as pessoas fazem por aí. Mas não vou surtar, não vou humilhar ninguém, pra não ficarem por aí dizendo “Ai, Lia, como você é nojenta, cruel, arrogante e sarcástica!”
Com exceção dos japoneses, NINGUÉM, absolutamente NINGUÉM nesse mundo é obrigado a saber o idioma japonês. Nem quem curte MUITO a cultura japonesa é obrigado.
Mas pelamordedeus, quando for tatuar alguma coisa em japonês, tenha certeza do que está fazendo! Depois não reclama que trombou comigo no meio da rua e que eu ri da sua cara.

Não, querida Lorena Não-Sei-das-Quantas… Infelizmente não está tatuado “Lia Khey” nas suas costas. Eu me chamo Lia e sei BEM como é meu nome em katakana.
O @felipe_nasca ainda foi fofo e escreveu na maior humildade: “vc consegue ler a tatuagem dessa moça? Seria ‘Ibera Ami’?”

O Felipe tem razão. Por mais que algumas letras estejam bem malfeitas, o que parece estar tatuado aí é algo como イベラ アミ [ibera ami]. Não, eu não faço ideia do que possa significar “ibera ami”.
Ok, mas e se fosse “Lia Khey”? Como seria?
Como eu não assisto TV, eu não sei como é a pronúncia do sobrenome da mina.
Se for [kí], seria リア キー ou リア キイ. Se for [kêi], seria リア ケイ.
Parecidíssimo com a tatuagem, não???

Ahan.

Sobre farol vermelho, SUV’s e picapes

23 de abril de 2010 - sexta-feira - 19:52h   •   Categoria(s): Cotidiano

E aí que hoje eu me joguei na frente de um carro Ecosport-like (ou chiquemente falando, uma SUV).

Estavam vermelhos para ambos: o farol para o carro, que estava na avenida, e o sinal de pedestre para mim, que estava na faixa desejando atravessar a mesma avenida.
Já fazia uns 2 segundos (calculei mal quando twittei) que o farol tinha fechado e eu vi o carro vindo, devagar. Dado que temos um troço chamado ‘farol amarelo’ que, apesar de muita gente não saber, significa “Atenção”, passar depois de DOIS SEGUNDOS que o farol tinha fechado simplesmente NÃO se caracteriza como subjetivamente perdoável. Significa, sim, ser filho da puta, típico daqueles que só sabem obter as coisas levando vantagem sobre os outros. Ah, e o fato de estar vindo devagar também tem cheiro de receio por estar deliberadamente cometendo uma infração.
Eu já estava atravessando a rua, e nem fudendo que eu ia deixar uma SUV passar na minha frente. Simplesmente continuei andando, me pus na frente do carro, e fiz ‘na-na-não’ com o dedo. A tia (tinha que ser mulher) abriu o vidro e eu berrei “Farol vermelho, moça!!” (por que eu não gritei “Farol vermelho, tia“?) E ela gritou de volta “Tá fechado pra você, não tá vendo?”.
Por causa do que a mulher falou, eu voltei pra casa confusa, me perguntando quem estava mais errado nessa história.
Tipo, eu não atravessei uma avenida com farol aberto para os carros! O farol tinha acabado de abrir para a travessa. E eu não estava fora da faixa!

Outra coisa que me deixou mega emputecida foi o fato de ser uma mulher em uma SUV!
Se tem 2 coisas que eu detesto no trânsito são mulheres de SUV e homens de picape. As mulheres são geralmente essas peruas que dirigem mal e são espaçosas. Os homens são aqueles cuja masculinidade se prova pelo tamanho da cabine ou da caçamba.
É muito claro o motivo pelo qual essas pessoas compram carros assim! É óbvio o efeito psicológico deles sobre o seu próprio motorista. Não é motor, não é tração, nem desempenho do veículo. E também não são pessoas que vão enfrentar estradas esburacadas, ou cheias de lama, ou carregar geladeira em dia de mudança!
Qualé o problema dessa gente? O que eles estão querendo provar comprando esses carrões? “Ai, é tão gostoso dirigir assim, do alto”… Por que essa necessidade de se sentir superior dentro de um carro? Foi zuado na escola durante a adolescência, é? Era sempre o último a ser escolhido pro time na aula de Educação Física? Tomava cuecão todos os dias? E então precisa desse tipo de compensação?

É lógico que eu estou generalizando, né! Tô falando da maioria. Não quero que nenhuma pessoa boa e íntegra se ofenda. Até porque existe uma coisa chamada carapuça, que cada um sabe quando vestir.

Por que a Ford não muda o nome do carro pra EGOsport?

Ps: Algumas pessoas podem achar que eu estou com inveja de gente que pode comprar carrões. Quem me conhece de verdade já sabe a resposta que eu daria.

Kanjis tortos

15 de novembro de 2009 - domingo - 11:12h   •   Categoria(s): Cultura japonesa

Tudo que vira moda e é considerado pop acaba sendo condenado a correr riscos de passar por tosquices. Estou falando dos kanjis, que pipocam como se fossem praga, colados nos carros ou tatuados nos corpos.
Quantos e quantos adesivos eu não vi por aí, de cabeça para baixo, do avesso, ou deitado, ou faltando um traço… Eu faço até parte de uma comunidade do orkut chamada “Kanji wo hantai ni mita“, que significa “Vi um kanji do contrário”.
Acho que o kanji que mais sofre é 幸, que já vi diversas vezes de cabeça pra baixo. O significado dele tem a ver com felicidade, mas bem que os infelizes que colam ao contrário podiam ter o desejo realizado ao contrário também!
*Ok, sorry, fui rabugenta nessa…*

Quanto às tatuagens, já vi das mais variadas situações e são os casos mais tristes, se for comparar com os adesivos nos carros, já que sai muito mais caro “descolar” a tattoo do corpo.
Um episódio que eu sempre gosto de contar é de um colega meu, que chegou todo felizão com a tatuagem nova:
Colega: Olha, Lia! A tattoo nova que eu fiz!
Lia: Nossa, que legal! Mizu!!
C: Ah, e o que significa mizu?
L: Água!! =) *tom de voz ingênuo, simpático e sincero*
C: Mas… esse ideograma significa eternidade!!!
L: Aaah… ééé? *gasp, engasga, tosse e olha direitinho* Aaaah, é mesmo… Que coisa! Acho que me enganei! *sai de fininho*

O “kanji” que tava tatuado no braço do cara era mais ou menos como eu tentei desenhar no papel:
20091115_002E a imagem de baixo mostra as diferenças entre água e UMA PARTE do kanji de “eternidade”:
20091115_003O grande problema é que “eternidade”, na verdade, é composta de 2 kanjis, que são lidos como eien (vide pop kanji #08).

Esse meu colega fez essa tattoo já faz uns bons 6 ou 7 anos. Mas eu fiquei sabendo que, meses atrás, uma outra mulher – descendente de japonês também – falou bem assim pro cara:
Mulher: Esse kanji tá errado…
Colega: Magina!! Claro que tá certo!!
Mulher: Ah é? Pesquisa, então!

Eu ainda quis ser simpática, não quis criar conflito, mas essa mulher aí já foi com o pé no peito, hehe.

Pô… Tatuar kanji realmente fica super bonito! Fico muito honrada e muito feliz pelo fato de a cultura japonesa ter conseguido se difundir no Brasil e ser admirada como é. Eu mesma estou ensaiando faz tempo pra tatuar um kanji em mim, mas ainda não me decidi qual. O problema está justamente em não pesquisar, em não conversar com alguém que tenha conhecimento.
Imagina se eu um dia resolver tatuar algo em russo, grego ou árabe? Vou confiar em qualquer coisa que eu veja no catálogo de um tatuador???