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Quarto arrumado x compra de livros

2 de outubro de 2010 - sábado - 11:57h   •   Categoria(s): Cotidiano

Que eu tenho problema com vício em comprar livros, não é novidade nenhuma.
Mas que eu chegava a ficar 6 meses sem arrumar a cama, acho que é meio chocante, não?

E toda vez que eu ia limpar meu quarto (tirar poeira, passar aspirador e talz), era aquele martírio, pois eu tinha que arrumá-lo antes… Coisa que é meio óbvia… ¬¬

Dado que eu #mimatei de comprar livros na Bienal, eu tinha prometido não comprar mais nada até o fim do ano. Mas sabe como é, minhas promessas relacionadas a livros já ficaram vazias mesmo, já não tenho honra nenhuma mesmo…
E aí apareceu a necessidade de eu arranjar um jeito de manter meu quarto arrumado.
Pronto!! A ideia que tive matava 2 coelhos com uma caixa d’água só!

Quem me segue no Twitter já sabe dessa autoaposta que me fiz comigo mesma myself and Irene.
A regra inicial era: se o quarto se mantiver arrumado por 30 dias seguidos, eu ganhava o direito de comprar um livro. Só que hoje eu percebi a necessidade de deixar as regras um pouco mais quantitativas, dificultando-as um pouco também.

REGRAS DO CONTRATO-MÃE:
1. Cada dia de quarto arrumado equivale a 5 páginas.
2. O direito de comprar um livro só será válido após 30 dias seguidos de quarto arrumado a partir do Dia Zero.
3. A partir do 30º dia, a contagem para o acúmulo de páginas passa a ser diária, onde eu posso continuar arrumando meu quarto até somar o número de páginas necessário para comprar o livro desejado.
4. O uso do direito de comprar um livro zera a contagem dos dias.
5. A falha na arrumação do quarto zera a contagem, mesmo após os 30 dias iniciais, inclusive caso eu não tenha feito uso do meu direito.

ANEXO TÉCNICO:
Por quarto arrumado entende-se:
- Nunca sair de casa sem o quarto estar com as coisas completamente no lugar.
- Objetos podem estar fora do lugar somente durante o tempo em que estiverem sendo usados.
- Sapatos têm o direito de virar a noite na porta do quarto, arejando, desde que eu os guarde após amanhecer.

GANHOS ESPERADOS:
- Diminuição na fila de livros, dado que eu leio mais que 150 páginas por mês.
- Disciplina na compra de livros, evitando situações de impulsividade.
- Eliminação da insatisfação de habitar um ambiente bagunçado.
- Menos gasto de tempo na limpeza do quarto.

…E as coisas têm estado assim há 21 dias!

Limpeza de fim-de-ano

21 de dezembro de 2009 - segunda-feira - 20:39h   •   Categoria(s): Cotidiano

No fundo, no fundo, coincidiu de ser na época de fim-de-ano, mas quem acompanhou meu twitter ontem viu que eu estava em pé-de-guerra com meu quarto.
Uma coisa boa desse meu quarto aqui é que ele é pequeno, então não tem muito espaço pra você lotar de tranqueira. Se eu compro um sapato novo, obrigatoriamente tenho que me desfazer de um velho.
Só que ontem eu só queria limpar uma prateleira, hehe, e a coisa tomou uma proporção gigantesca. Uma arrumação foi puxando a outra e de repente eu me vi reorganizando meu guarda-roupa inteiro!
Apesar de eu ainda não ter terminado (falta só guardar os sapatos), foi ótimo, porque joguei um monte de coisa que não usava faz tempo, criei espaço, separei o que tava tudo misturado.
Já escrevi uma vez sobre o fato de ser comum em famílias nipo-descendentes essa mania de querer guardar tudo porque “vai que um dia eu preciso”. Acho que consegui me desvincular desse péssimo hábito que, a meu ver, não traz benefício nenhum – seja espacialmente, psicologicamente, espiritualmente, sólido líquido gasoso vegetal e mineral.
O espacialmente e psicologicamente, acho que é autoexplicativo. Mas quanto ao “espiritualmente”, é porque acredito muito na energia das pessoas e coisas. Na minha opinião, a energia tem que fluir, sei lá, e não ficar estagnada. Objeto velho guardado carrega muita energia velha e parada. Não consigo explicar direito em palavras, mas sei que me sinto muito bem me desfazendo das coisas. E não é só jogar fora, no lixo, não. É doar pra quem vai fazer mais uso do objeto do que você. Um ursinho de pelúcia que já não significa mais nada para mim vai fazer uma criança muito mais feliz, certo?