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Pause

28 de janeiro de 2010 - quinta-feira - 23:15h   •   Categoria(s): Pause

Acho que foi no 2º semestre de 2008 que eu fiz um blog chamado Pause. Naquela época eu estava vivendo um momento mais reflexivo, em que pensava em “coisas da vida” e escrevia sobre elas. Agora, ouvindo “Timeless”, do Sergio Mendes, me lembrei desse blog, e de como eu o abandonei rapidamente. Acredito que tenha durado pouco mais que 5 posts, rs…
A proposta dele era justamente falar da importância de se pausar de vez em quando e botar a cabeça para acalmar e refletir. Eu tinha isso consciente em mim, e procurava fazê-lo sempre. Mas como eu disse, rapidamente esse momento passou e eu nunca mais lembrei dele. Até hoje.
Talvez tivesse sido o rumo que a minha maneira de encarar as coisas tomou. Desde o fim de 2008, eu me sinto mudada em relação à forma de pensar e agir, e não tenho dúvidas de que foi pra melhor. Talvez isso tenha posto em stand by a necessidade de pausar, mas felizmente, seja pela música ou seja pelo conturbado mês de janeiro que eu estou tendo no trabalho (o ano começou mega corrido), lembrei do Pause e gostaria de trazê-lo de volta.

Vou falar do meu caso, mas apliquem para suas vidas se se identificarem e se assim o desejarem…
Eu estou sempre tentando otimizar ao máximo o tempo que tenho. Me maquiar enquanto pego carona com meu pai, ler no metrô, fazer lição de casa na hora do almoço, escovar dente enquanto converso no MSN, jantar no meio do caminho de volta do nihongo pra já estar alimentada pra ir pra academia, detestar bater papo no telefone porque me impede de fazer outras coisas ao mesmo tempo.
Eu vivo na simultaneidade. E isso virou uma prática quase que inconsciente. Mas igualmente inconsciente é o cansaço que isso gera. Não é um cansaço de stress, em que você se desgasta além do necessário, mas um simples cansaço proveniente de um simples excesso.
E como eu estou no automático em não querer perder tempo, me incomoda a sensação de não estar fazendo nada, e acabo sempre “estando a fazer” alguma coisa. Ou seja, eu sou uma pessoa que precisa, deliberadamente, lembrar de pausar de vez em quando.

Amigo Secreto Ladrão

24 de dezembro de 2009 - quinta-feira - 17:34h   •   Categoria(s): Cotidiano

E aí que terça-feira rolou Amigo Secreto Ladrão no trampo.
O bom desse tipo de Amigo Secreto é que as pessoas podem entrar de última hora, bastando ter comprado o presente, lógico. E também não tem muito problema desistir de última hora, caso tenham algum imprevisto.
A parte ruim é que tem sempre uns que distoam em relação ao tipo de presente que compram. O do meu trampo – ficou subentendido pra todos – era de presentes legais, R$ 20,00 e beleza. Mas tiveram uns manés que compraram coisas que as pessoas não gostaram.
Enfim, acho que o que vale mesmo é a brincadeira.

Eu tirei número 34, de 60 pessoas.
Tinha um moooooonte de pacotes da Saraiva em cima da mesa de presentes, mas na minha vez, eu evitei de pegar algo que parecesse com livro. “Vou continuar sendo forte!”, pensei, e peguei um pacote de chocolate. Pior de tudo é que eu não sou de comer chocolate. Ao invés de pegar o que eu mais gostava, peguei o que eu menos gostava! Não quis trocar, mas algumas pessoas demonstraram que estavam de olho no meu presente, heh.

Até que lá pro número 50-e-pouco, um gerente tirou seu presente. Como ele é alto, eu percebi no meio da muvuca ele balançando um livro pocket na mão. Até reconheci o estilo da capa…
De repente eu ouço ele gritando: “Cadê a Lia??”
Pois é… que coisa… tive que trocar um chocolate por um livro. Fiquei tããããããão triste. Hehehe.
Eu consegui ser mais forte do que eu mesma (???), mas não consegui ser mais forte do que a regra do jogo. Haha!

O livro era A Zona Morta, do Stephen King. O nome do autor em letras brancas era inconfundível! =)